sábado, 4 de novembro de 2023

It's time...

São 7 horas da manhã certinhas e desde as quatro que não prego olho. 

E, se não fosse a medicação que tomo nesta fase do mês, teria sido assim desde há uma semana. 

Há tantos anos que isto me acontece, mês após mês, que já não me devia incomodar, mas... Na verdade incomoda muito. 

Nesta fase ando mais contente com a vidinha é certo. A comida sabe-me melhor. A música toca-me mais profundamente e leva-me para outras paragens, mas também durmo muito menos e ando mais cansada em função disso.

Depois esta fase passa... E vem uma fase de alguns (poucos) dias em que ando "normal" e depois vem a fase que ando mais para baixo. Em que tenho mais dúvidas no trabalho por exemplo. Em que tudo me parece muito difícil de fazer ou que não sou ou vou ser capaz de o desempenhar bem.

E vocês perguntam: "então e porque não tomas medicação para isso?"

E a minha resposta é: e tomo. Há vários anos. E vou ao médico regularmente para acertar a medicação quando estas fases me começam a incomodar muito. Porque há meses em que o humor é mais estável que outros, mas está na altura de visitar o médico, sim.

Estes últimos dois meses foram ainda mais complicados, agora que penso nisso e a medicação pode já não estar ajustada e a fazer efeito.

Está na altura de marcar.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Aqui vai um up-to-date fresquinho

O tempo passa tão rápido. É incrível… Há quase um ano que não publico nenhum post neste blog.

Será por falta de assunto? Julgo que não.

Há dias que parecem não trazer grandes novidades, mas dou por mim a pensar, olhando para trás, nas toneladas de acontecimentos novos: 

1 - Gonçalo passou para o 8º ano e a Madalena para o 10º. Isto dito assim parece-me sempre um feito enorme. Não quer dizer que sejam maus alunos, por isso não me devia admirar, mas acho sempre que são sempre mais bebés do que são na realidade.

Com a mudança de ciclo, a Madalena vai ter de mudar de escola e isso, nos últimos dois dias, tem sido tema de nervosismo tanto nosso (meu e do pai) como dela. As colocações saíram há dois dias, mas ela ainda aguarda colocação. Por enquanto sabemos que não ficou colocada nas 3 primeiras escolas. Já enviámos um e-mail a pedir que fique na lista de espera para a 1ª escola (Escola Secundária de Camões). Aguardemos…

2 - A Madalena faz teatro amador há 2 anos e adora. Começou numa semana de teatro na Casa do Artista no Verão de 2021 e desde aí tem estado a fazer 2 horas de teatro no Museu do Teatro e Dança aos sábados. Tem sido uma conquista porque é algo tímida, mas tem uma boa colocação de voz e faz tudo certinho segundo a Professa de Teatro. É um orgulho. Não sei se será o que vai ser no futuro (em Portugal é muito difícil viver só disso), mas a vontade dela é articular o Teatro com a profissão de Educadora de Infância.

3 - O Gonçalo surpreende-me com as suas notas. Não é nada virado para os estudos, mas no final do ano conseguiu ter sete 4s e seis 3s. Como não sei, se calhar sou eu que o subestimo.

4 - A Minha sobrinha mais nova, a Eva, já tem 4 meses. É o "bijouzinho" da família Lopes Claro. A minha sogra diz que eles já não contavam com ela. É pena estar tão longe, em Aveiro, mas cresce a olhos vistos. Neste momento lembra-me o Gonçalo com a idade dela que era chamado carinhosamente de Pequeno Buda pela mãe.

5 - Os meus outros 4 sobrinhos também estão muito crescidos. Gabriel com 11, Tomás e David com 9 e Laura com 7. Este ano, pela primeira vez, fomos passar os 12 um fim-de-semana todos juntos ao Parque dos Monges a Alcobaça. Correu muito bem, felizmente. Eles divertiram-se à grande e nós entendemo-nos todos muito bem, o que foi ótimo. Eu acho que se podia fazer isto uma vez por ano.

6 - Eu continuo na Malo Clinic. Secretario agora dois administradores e continuo a gostar muito de lá trabalhar. Já são 18 anos e 5 meses! Já faço parte da casa. Os colegas então são na sua larga maioria cinco estrelas!

7 - O Bruno é agora Diretor de Recursos Humanos na Intelac há 7 meses. Muita responsabilidade, bastantes dores de cabeça (chefiar uma equipa de 7 pessoas nem sempre é fácil), mas vejo-o animado na maior parte dos dias. É esperar que continue tudo a correr desta forma ou ainda melhor, se tal for possível.



sexta-feira, 26 de agosto de 2022

A framboesa

A minha cunhada, depois de fazer tratamento de fertilidade em Lisboa, está grávida de7 semanas e 6 dias. Tem sido uma alegria porque era algo que todos queríamos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Férias na Lousã

Agosto sempre foi mês de férias na Lousã com os meus sogros desde que me lembro. 15 dias seguidinhos.

Pontos positivos: não cozinhar, não fazer limpezas, não gastar dinheiro em alojamento, paisagens e praias fluviais bonitas.

Pontos negativos: não estar à vontade como em casa. Por mais que eles tentem fazer-nos sentir lá bem, não é de todo a nossa casa. Outro aspecto é que há demasiadas discussões em tom de voz bem alto para o meu gosto acompanhado de palavrões à mistura. Eu que sempre gostei do meu sossego, tenho muitas vezes de me refugiar no meu quarto para o ter. 

As crianças desde há 9 anos que lá passam 3 semanas sem nós, além dessas duas connosco.

No primeiro ano, o Gonçalo tinha 3 anos e estava com varicela. Não tinha assim tanta à vontade com eles porque eles moravam lá, já não estavam em Lisboa e custou-me horrores. Fartei-me de chorar só de imaginar as saudades que ele não terá tido minhas porque sempre foi muito ligado a mim. Sei que é muito importante a convivência com os avós, a possibilidade e sorte de poder passear e não estar em casa sem fazer nada de construtivo, que os meus sogros gostavam muito dele mas custou-me muito não posso negar. Nos anos seguintes fui-me habituando mas sempre percebi que ele nunca quis lá ficar. Ficava porque nós lhe pediamos, porque a irmã queria muito e porque o pai não os queria separar.

Este ano não obriguei. Ele pediu-me para vir comigo porque eu estava de férias e o pai não e a irmã ficou e ele veio. Ficou feliz da vida e eu feliz da vida fiquei por ele.

Não me arrependo de o ter obrigado a ficar nos outros anos porque sei que foi importante para ele mas se depender de mim não o obrigarei mais.



terça-feira, 12 de julho de 2022

Quarta cirurgia da minha pequena princesa

O dia 13 é um dia muito importante para a Madalena. Foi a 13 que nasceu, foi a 13 que foi operada ao coração e ao esterno e será a 13 que vai ser operada ao dedo médio da mão direita.

Não posso deixar de confessar que estou um pouco ansiosa. Uma cirurgia é sempre uma cirurgia mas para ela ter qualidade de vida é necessária e por isso não há nada que se possa fazer. É uma cirurgia simples segundo o cirurgião e já será a terceira vez que ela vai ser operada a tendões das mãos por ter dedo em gatilho tal como eu. Tudo uma questão de genética.

Desde a última vez que aqui escrevi - há praticamente um ano - muita coisa se passou. Ela foi diagnosticada com défice de atenção. Teve de começar a tomar medicação e melhorou significativamente os resultados escolares. Terminou o ano com um cinco, seis quatros, três três e um dois a Matemática. Não podia estar mais orgulhosa. Aprendeu a estudar e a concentrar-se mais. A medicação deu a sua ajuda claro está, mas acredito que ela também contribuiu para os bons resultados.

Já o irmão não se pode dizer o mesmo. Continua muito imaturo, só quer estar no computador a jogar com os amigos ou a ver séries e filmes. Temos sempre de o obrigar a estudar e temos queixas da Diretora de Turma que ele não demonstra interesse nenhum na escola.

Fico mesmo triste porque sei que ele é um rapaz inteligente e podia ter muito melhores resultados.

Temos de ser mais firmes com ele para o bem dele. Repito muitas vezes o que ele não gosta de ouvir: que se não estudar vai limpar as ruas, para ver se se dá o clique. Ele chama-me chata mas não muda a atitude. Sinto-me perdida sem saber o que fazer.

Alguma sugestão daí desse lado?

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Saudades dos meninos

Sou muito saudosista... Cinco dias sem ver os miúdos e já estou cheia de vontade de os agarrar e devorar... Mas o que vale é que no próximo fim-de-semana já os vejo outra vez e regressam à sua casa, ao seu quarto, à sua cama (vazios e tão sozinhos há 3 semanas).

Desde que o G. tinha 3 anos que os deixo ir para junto dos avós paternos. 

O primeiro ano custou-me horrores. Tínhamos ido ao Norte ao casamento do meu irmão e o G., no dia a seguir ao casamento, começou com umas borbulhinhas. A irmã tinha tido varicela há quinze dias, por isso o diagnóstico estava fácil de ver. Mas estava tudo combinado. Não ia fazer essa desfeita ao meu marido e aos meus sogros. Ele sempre foi muito agarrado a mim e doente ainda mais. Como se ia sentir sem ter a mãe ao seu lado? Tudo isto me preocupou bastante e lembro-me de chorar desesperada em Lisboa com uma colega de trabalho, que me tentou tranquilizar e por isso muito lhe agradeço. 

Ele continua a ir sem reclamar, mas nota-se que está sempre com vontade de regressar. Pergunta muitas vezes quanto tempo falta. Quando era mais pequeno fazíamos inclusivamente contagem decrescente todos os dias. "Faltam 4 dias, G.!". No dia seguinte... "Faltam 3 dias, G.!" e por aí fora.

As semanas em que eles lá estão são mais tranquilas. Aproveitamos para descansar mais, namorar mais, uma série de coisas que com eles não conseguimos, mas se pudesse tê-los-ia sempre agarrados a mim.

Mas reconheço que lhes faz imenso bem o contacto com outras pessoas, ainda por cima avós que não vêem muitas vezes, o contacto com a natureza,... Comem bem, passeiam mais... E para os meus sogros é uma alegria tê-los lá...

"Faltam 7 dias, G.! A mãe e o pai estão quase, quase a caminho..."

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Saudades

 Como prometido, aqui estou para confirmar que ontem já escrevi umas tantas linhas.


Já tinha muitas saudades de escrever no teclado palavras sobre mim, sobre o meu passado, sobre a minha família que tanto prezo. Recordar é viver e ontem, mais uma vez, comprovei-o.


Fui para o trabalho de manhã com vontade de passar o dia todo a escrever e com pena de não o poder fazer.


Podia realmente fazer disto vida, numa casa junto a um lago qualquer, numa parte qualquer do mundo, longe da civilização, longe do trânsito, da confusão desta cidade onde fui nascida e criada.


Adoro Lisboa, por imensos motivos, mas sinto-me realmente serena e tranquila em meios mais pequenos, junto a vegetação e belas paisagens.


"É trabalhar para isso, minha menina!", como me disse a priminha comadre homónima.