Sou muito saudosista... Cinco dias sem ver os miúdos e já estou cheia de vontade de os agarrar e devorar... Mas o que vale é que no próximo fim-de-semana já os vejo outra vez e regressam à sua casa, ao seu quarto, à sua cama (vazios e tão sozinhos há 3 semanas).
Desde que o G. tinha 3 anos que os deixo ir para junto dos avós paternos.
O primeiro ano custou-me horrores. Tínhamos ido ao Norte ao casamento do meu irmão e o G., no dia a seguir ao casamento, começou com umas borbulhinhas. A irmã tinha tido varicela há quinze dias, por isso o diagnóstico estava fácil de ver. Mas estava tudo combinado. Não ia fazer essa desfeita ao meu marido e aos meus sogros. Ele sempre foi muito agarrado a mim e doente ainda mais. Como se ia sentir sem ter a mãe ao seu lado? Tudo isto me preocupou bastante e lembro-me de chorar desesperada em Lisboa com uma colega de trabalho, que me tentou tranquilizar e por isso muito lhe agradeço.
Ele continua a ir sem reclamar, mas nota-se que está sempre com vontade de regressar. Pergunta muitas vezes quanto tempo falta. Quando era mais pequeno fazíamos inclusivamente contagem decrescente todos os dias. "Faltam 4 dias, G.!". No dia seguinte... "Faltam 3 dias, G.!" e por aí fora.
As semanas em que eles lá estão são mais tranquilas. Aproveitamos para descansar mais, namorar mais, uma série de coisas que com eles não conseguimos, mas se pudesse tê-los-ia sempre agarrados a mim.
Mas reconheço que lhes faz imenso bem o contacto com outras pessoas, ainda por cima avós que não vêem muitas vezes, o contacto com a natureza,... Comem bem, passeiam mais... E para os meus sogros é uma alegria tê-los lá...
"Faltam 7 dias, G.! A mãe e o pai estão quase, quase a caminho..."
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