Pontos positivos: não cozinhar, não fazer limpezas, não gastar dinheiro em alojamento, paisagens e praias fluviais bonitas.
Pontos negativos: não estar à vontade como em casa. Por mais que eles tentem fazer-nos sentir lá bem, não é de todo a nossa casa. Outro aspecto é que há demasiadas discussões em tom de voz bem alto para o meu gosto acompanhado de palavrões à mistura. Eu que sempre gostei do meu sossego, tenho muitas vezes de me refugiar no meu quarto para o ter.
As crianças desde há 9 anos que lá passam 3 semanas sem nós, além dessas duas connosco.
No primeiro ano, o Gonçalo tinha 3 anos e estava com varicela. Não tinha assim tanta à vontade com eles porque eles moravam lá, já não estavam em Lisboa e custou-me horrores. Fartei-me de chorar só de imaginar as saudades que ele não terá tido minhas porque sempre foi muito ligado a mim. Sei que é muito importante a convivência com os avós, a possibilidade e sorte de poder passear e não estar em casa sem fazer nada de construtivo, que os meus sogros gostavam muito dele mas custou-me muito não posso negar. Nos anos seguintes fui-me habituando mas sempre percebi que ele nunca quis lá ficar. Ficava porque nós lhe pediamos, porque a irmã queria muito e porque o pai não os queria separar.
Este ano não obriguei. Ele pediu-me para vir comigo porque eu estava de férias e o pai não e a irmã ficou e ele veio. Ficou feliz da vida e eu feliz da vida fiquei por ele.
Não me arrependo de o ter obrigado a ficar nos outros anos porque sei que foi importante para ele mas se depender de mim não o obrigarei mais.
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