terça-feira, 12 de julho de 2022

Quarta cirurgia da minha pequena princesa

O dia 13 é um dia muito importante para a Madalena. Foi a 13 que nasceu, foi a 13 que foi operada ao coração e ao esterno e será a 13 que vai ser operada ao dedo médio da mão direita.

Não posso deixar de confessar que estou um pouco ansiosa. Uma cirurgia é sempre uma cirurgia mas para ela ter qualidade de vida é necessária e por isso não há nada que se possa fazer. É uma cirurgia simples segundo o cirurgião e já será a terceira vez que ela vai ser operada a tendões das mãos por ter dedo em gatilho tal como eu. Tudo uma questão de genética.

Desde a última vez que aqui escrevi - há praticamente um ano - muita coisa se passou. Ela foi diagnosticada com défice de atenção. Teve de começar a tomar medicação e melhorou significativamente os resultados escolares. Terminou o ano com um cinco, seis quatros, três três e um dois a Matemática. Não podia estar mais orgulhosa. Aprendeu a estudar e a concentrar-se mais. A medicação deu a sua ajuda claro está, mas acredito que ela também contribuiu para os bons resultados.

Já o irmão não se pode dizer o mesmo. Continua muito imaturo, só quer estar no computador a jogar com os amigos ou a ver séries e filmes. Temos sempre de o obrigar a estudar e temos queixas da Diretora de Turma que ele não demonstra interesse nenhum na escola.

Fico mesmo triste porque sei que ele é um rapaz inteligente e podia ter muito melhores resultados.

Temos de ser mais firmes com ele para o bem dele. Repito muitas vezes o que ele não gosta de ouvir: que se não estudar vai limpar as ruas, para ver se se dá o clique. Ele chama-me chata mas não muda a atitude. Sinto-me perdida sem saber o que fazer.

Alguma sugestão daí desse lado?

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Saudades dos meninos

Sou muito saudosista... Cinco dias sem ver os miúdos e já estou cheia de vontade de os agarrar e devorar... Mas o que vale é que no próximo fim-de-semana já os vejo outra vez e regressam à sua casa, ao seu quarto, à sua cama (vazios e tão sozinhos há 3 semanas).

Desde que o G. tinha 3 anos que os deixo ir para junto dos avós paternos. 

O primeiro ano custou-me horrores. Tínhamos ido ao Norte ao casamento do meu irmão e o G., no dia a seguir ao casamento, começou com umas borbulhinhas. A irmã tinha tido varicela há quinze dias, por isso o diagnóstico estava fácil de ver. Mas estava tudo combinado. Não ia fazer essa desfeita ao meu marido e aos meus sogros. Ele sempre foi muito agarrado a mim e doente ainda mais. Como se ia sentir sem ter a mãe ao seu lado? Tudo isto me preocupou bastante e lembro-me de chorar desesperada em Lisboa com uma colega de trabalho, que me tentou tranquilizar e por isso muito lhe agradeço. 

Ele continua a ir sem reclamar, mas nota-se que está sempre com vontade de regressar. Pergunta muitas vezes quanto tempo falta. Quando era mais pequeno fazíamos inclusivamente contagem decrescente todos os dias. "Faltam 4 dias, G.!". No dia seguinte... "Faltam 3 dias, G.!" e por aí fora.

As semanas em que eles lá estão são mais tranquilas. Aproveitamos para descansar mais, namorar mais, uma série de coisas que com eles não conseguimos, mas se pudesse tê-los-ia sempre agarrados a mim.

Mas reconheço que lhes faz imenso bem o contacto com outras pessoas, ainda por cima avós que não vêem muitas vezes, o contacto com a natureza,... Comem bem, passeiam mais... E para os meus sogros é uma alegria tê-los lá...

"Faltam 7 dias, G.! A mãe e o pai estão quase, quase a caminho..."

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Saudades

 Como prometido, aqui estou para confirmar que ontem já escrevi umas tantas linhas.


Já tinha muitas saudades de escrever no teclado palavras sobre mim, sobre o meu passado, sobre a minha família que tanto prezo. Recordar é viver e ontem, mais uma vez, comprovei-o.


Fui para o trabalho de manhã com vontade de passar o dia todo a escrever e com pena de não o poder fazer.


Podia realmente fazer disto vida, numa casa junto a um lago qualquer, numa parte qualquer do mundo, longe da civilização, longe do trânsito, da confusão desta cidade onde fui nascida e criada.


Adoro Lisboa, por imensos motivos, mas sinto-me realmente serena e tranquila em meios mais pequenos, junto a vegetação e belas paisagens.


"É trabalhar para isso, minha menina!", como me disse a priminha comadre homónima.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Recomeço

 Há dois dias, em conversa com a priminha homónima, que me inspira profundamente, tomei duas decisões para o futuro:


1. retomar a escrita do meu livro "Com o coração nas mãos"

2. trabalhar para ser escritora a tempo inteiro (nem que seja quando for velhinha) e viver e escrever numa casa do lago


Por isso, e como já só tenho uma hora para dar fogo à peça, vou-vos deixar e dedicar-me à escrita.


Mas aqui fica uma promessa: tentarei vir aqui mais amiúde para partilhar o que bem me der "na real gana".


Beijinhos da vossa


^*_*^

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A menina

E... Depois de um filho e três sobrinhos rapazes eis senão quando chega a tão esperada menina...

Pequena Mada está delirante... E sua mãe também que pode enfim emprestar a roupa cor de rosa há tanto tempo guardada...

Que venha com muita saúde e força de viver!
Tomar mais medicação e dormir, mas ficar grogue no outro dia ou tomar menos medicação, dormir 5 horas e ficar cheia de sono no outro dia... eis a questão.

Prós e contras há nos dois lados, mas a verdade é que quando tenho insónia produzo mais (de noite), ando menos apagada, com mais força e gosto de viver. O que é muito bom.

Mas o marido preocupa-se... E eu não gosto de ser motivo de preocupação... Mais um dos motivos...

O que fazer?


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tenho-me esquecido do blog e dos meus leitores... Desculpem, já sabem como sou e como o tempo é sempre tão curto.

Imagino que devam querer saber como estão os meninos... Estão o máximo, crescidos que só eles.

Gonçalo já vai para o primeiro ano em Setembro... E parece que foi ontem que vos contava que estava grávida... Aliás foi como comecei o blog, há 6 anos atrás...

E a Madalena, perguntam?

Está ótima, uma little woman . Continua com pêlo na venta. Teimosa...

Em relação ao coração as novidades não podiam ser melhores: já tem o ventrículo direito no tamanho normal! Fantástico...

E a mãe como tem passado?

Pondo de parte as noites de insónia (como esta) tem estado tudo muito bem. Tudo tranquilo como se quer.

Vou ver se durmo mais um bocadinho.

Fiquem bem e obrigada por me lerem.